Editora Sulina
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Edgar Morin no Brasil em Setembro

30/06/2002

O pensador francês Edgar Morin estará em Porto Alegre em setembro juntamente Michel Maffesoli, J.B. Thompson, Melvin L. Sharpe, Renato Janine Ribeiro e Arlindo Machado, por ocasião do seminário internacional "Cultura, poder e tolerância num mundo complexo".
O evento acontece na PUC-RS dias 16 e 17 de Setembro.
Informações pelo telefone: (51) 3320-3658

É uma promoção do Programa de Pós-graduação – FAMECOS/PUCRS, da Pró-reitoria de Extensão/PUCRS e do Instituto Teotônio Vilela.
Conta com o apoio de: Copesul, Secretaria da Cultura do Pará, Fundação Cásper Líbero, Folha de São Paulo, Embaixada da França no Brasil e Editora Sulina.

Logo após o evento terá uma reprise em Belém do Pará.

Leia apresentação por Juremir Machado da Silva:

Na aurora do século XXI e do terceiro milênio da era atual, a informação tornou-se o elemento central (ou decisivo) das relações interpessoais, institucionais e de poder nas sociedades complexas. Muitos teóricos, e mesmo líderes políticos de importância mundial, não hesitam em afirmar que a humanidade vive a era da informação. A construção de tal imaginário produz relevantes conseqüências filosóficas, éticas, sociológicas, técnicas e propriamente comunicacionais.
Mundo globalizado que surpreende pela sua mistura barroca de etnias, de crenças e de realidades. Mundo globalizado da mestiçagem, mesclando o pré-moderno ao pós-industrial, a vertigem da modernidade ao arcaico, a abundância à miséria, a democracia ao clientelismo, a nova cultura aos velhos poderes. O mundo globalizado desperta paixões e angústias, mas acima de tudo perplexidade. A pergunta do poeta retorna: “Que mundo é este?”
Apesar da abundância de livros publicados sobre o assunto e das discussões que se multiplicam na mídia, persistem as dúvidas, as inquietações, as previsões um tanto duvidosas, etc. A reflexão interdisciplinar a respeito do tema continua a ser fundamental. Para muitos, de modo simplista, a questão se reduz ao duelo entre otimistas e pessimistas. É muito mais complexo. Trata-se portanto de examinar os estatutos da cultura, do poder e da informação numa época em que tudo precisa ser veiculado, disseminado, dissecado e tornado transparente. Nada mais pertinente, portanto, do que cruzar culturas com enfoques analíticos para tentar extrair um pouco mais de clareza e de distanciamento.

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