Alcy Cheuiche é o novo patrono
27/09/2006
(Jornal do Comércio - Porto Alegre - RS)
Deu o esperado: o decano dos candidatos a patrono da 52ª Feira do Livro de Porto Alegre, Alcy Cheuiche, conquistou o posto de expoente máximo da festa literária que movimentará a Praça da Alfândega entre 27 de outubro e 12 de novembro. Cheuiche, pelotense de 66 anos, concorreu com Airton Ortiz, Carlos Urbim, Charles Kiefer, Fabrício Carpinejar, Jane Tutikian, Juremir Machado da Silva, Luís Augusto Fischer, Luiz de Miranda e Neltair Abreu (Santiago). O escolhido, que concorria pela quinta vez à honraria, foi indicado por associados e diretores da Câmara Rio-grandense do Livro (CRL), patronos de feiras anteriores, reitores de universidades, diretores de faculdades e titulares de entidades culturais envolvidas com o livro. Além de quase todos os postulantes à vaga, no anúncio, ontem de manhã no Bistrô do Margs, estiveram presentes dois patronos, Frei Rovílio Costa - que lhe passou a incumbência e ofereceu conselhos - e Walter Galvani.
Cheuiche - aposta dada como certa, já que os critérios de escolha, ainda que não explícitos, apontam para alguém com mais idade, ou seja, com mais tempo de dedicação à literatura ou à difusão da cultura em geral - agradeceu, em seu discurso, o fato de ser alvo de tal homenagem no ano em que é lembrado o centenário de nascimento de Mario Quintana, a quem considera "conterrâneo" (embora tenha nascido em Pelotas, Cheuiche viveu somente cinco anos lá, transferindo-se, logo após, para Alegrete, terra natal do poeta de A Rua dos Cataventos e Esconderijos do Tempo). "Tenho muitas histórias dele, algumas que posso contar, outras não", disse, citando depois um poema de Quintana. Cheuiche ainda elogiou o caráter de espaço aberto que a Feira do Livro de Porto Alegre tem, ao contrário de bienais e outros encontros que implicam no pagamento de ingresso. "O povo está lá, presente", disse o novo patrono.
Alcy José de Vargas Cheuiche já foi patrono de feiras em Alegrete, Caçapava do Sul, Gramado, Gravataí e São Sepé. Principalmente autor de romances históricos - entre os quais se destacam Sepé Tiaraju: Romance dos Sete Povos das Missões (1978), O Mestiço de São Borja (1980), A Guerra dos Farrapos (1984) e Ana Sem Terra (1990) -, ele, no entanto, também tem no currículo poemas e crônicas, além de uma biografia romanceada de Alberto Santos Dumont, Nos Céus de Paris (1998). Formado em Veterinária, estudou na França, deu aulas na Alemanha, foi diretor do Instituto Estadual do Livro (Iel) e recebeu diversos prêmios, como o Laçador, a Medalha Mérito Santos Dumont e o Mérito Legislativo de Alegrete (pelo conjunto da obra). O escritor ocupa a cadeira nº 37 da Academia Rio-grandense de Letras, cujo patrono é o poeta Felippe D´Oliveira.







Colunistas Participantes: Eduardo Bins Ely
Ivan Mattos

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